“Existe uma enzima que a gente pode utilizar para fazer a reversão do procedimento, ela é chamada de hialuronidase, que dissolve o ácido hialurônico de imediato”, afirma o dermatologista. O ácido hialurônico, uma vez aplicado no rosto de uma pessoa, pode ter a duração de um ano e meio a dois anos, a depender da região em que foi aplicado. Os especialistas elencam alguns cuidados que os pacientes precisam ter antes e depois do procedimento. A harmonização facial é um conjunto de procedimentos que servem para dar proporções equilibradas para o rosto. Além de melhorar a estética facial, a harmonização facial pode trazer benefícios psicológicos, elevando a autoestima e o bem-estar emocional do paciente.
Antes de realizar a harmonização facial é importante ter atenção ao local e o profissional que irá realizar o procedimento, bem como se informar sobre os riscos relacionados com a técnica que irá ser utilizada. Além disso, é importante que a pele da pessoa seja avaliada, assim como a presença de alguma doença ou condição, pois pode interferir na técnica que será utilizada para fazer a harmonização. Por causa destes riscos, não é qualquer profissional que pode fazer a harmonização facial. Somente os médicos cirurgiões-plásticos e dermatologistas, que estudaram a anatomia humana suficientemente, conseguem fazer as aplicações sem risco ao paciente. Os farmacêuticos estão autorizados a aplicar toxina botulínica, preenchimentos e bioestimuladores de colágeno, realizar carboxiterapia, intradermoterapia/mesoterapia e microagulhamento.
Já entre as soluções permanentes estão os fios definitivos, silicone, principalmente para o malar e a mandíbula do paciente e os preenchedores de PMMA — que não são muito recomendados pelos médicos por conta dos altos riscos. — Os procedimentos de harmonização aumentaram muito depois da pandemia, porque além da moda criada em torno com os influenciadores digitais, as pessoas começaram a se ver mais, seja nas selfies ou nas videochamadas do home office. No entanto, não é permitido o uso de técnicas cirúrgicas ou invasivas. Eles podem realizar, por exemplo, preenchimentos, bioestimuladores de colágeno, peelings, aplicação de toxina botulínica (botox) e laser.
É ideal ainda raspar os pelos da área antes de entrar na clínica, para evitar problemas de ordem higiênica. O aparecimento de hematomas, inchaço pequeno e algum desconforto são normais após a sessão, dizem os especialistas, e não acarretam dores de cabeça. O valor pode variar, já que o processo é, segundo os especialistas, individualizado (é preciso fazer uma avaliação antes das sessões em si). Ainda assim, em termos do tratamento completo, "80% deles estão em torno de 5 mil a 7 mil reais", diz o Dr. Vitor Mello. Ramos reforça que valores tendem a flutuar bastante, e que podem chegar a 30 mil dependendo do volume de material aplicado.
A harmonização facial tem se tornado uma prática bastante comum entre aqueles que buscam aprimorar sua aparência e restaurar a juventude em seus traços. Contudo, a realização deste procedimento não é indicada para todos. Compreender quem não pode fazer harmonização é fundamental para garantir não apenas a segurança do paciente, mas também a eficácia do tratamento. Além disso, é crucial que profissionais da estética realizem uma avaliação criteriosa antes de indicar qualquer tipo de procedimento. As contraindicações podem variar conforme a técnica a ser utilizada, os produtos aplicados e as condições de saúde do paciente. Assim, este artigo visa esclarecer os grupos de pessoas que devem evitar a harmonização facial, bem como os riscos associados, enfatizando a importância de procurar orientação profissional qualificada antes de se submeter a qualquer tratamento estético. A conscientização das restrições pode garantir que os resultados sejam positivos e seguros, evitando complicações futuras e assegurando a saúde e o bem-estar do paciente.
Principais grupos de contraindicação
Abaixo estão os principais grupos de pessoas que não devem se submeter à harmonização facial:

Gestantes e lactantes
Mulheres grávidas ou que estão amamentando devem evitar procedimentos de harmonização facial, principalmente aqueles que envolvem anestesia ou injeções de substâncias como ácido hialurônico e toxina botulínica. A segurança da mãe e do bebê deve ser sempre priorizada, e muitos produtos utilizados nos procedimentos não foram suficientemente estudados em gestantes, o que torna os riscos potencialmente elevados.
Pessoas com doenças autoimunes
Indivíduos que sofrem de doenças autoimunes, como lupus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide e esclerose múltipla, devem evitar procedimentos de harmonização. Isso porque o sistema imunológico dessas pessoas pode reagir de maneira imprevisível aos produtos utilizados, aumentando o risco de reações adversas e complicações.
Portadores de infecções ou inflamações na pele
Pacientes que apresentam infecções cutâneas, erupções, herpes labial ativo ou outras inflamações na área a ser tratada não devem realizar harmonização facial até que a condição esteja completamente resolvida. A manipulação da pele comprometida pode agravar a situação e causar maiores problemas de saúde.
Pessoas com histórico de alergias severas
Aquelas que possuem um histórico de reações alérgicas graves, especialmente a substâncias utilizadas em procedimentos estéticos, devem ser avaliadas com cautela. O uso de anestésicos ou produtos químicos pode desencadear reações indesejadas, e a precaução é essencial para garantir a segurança do paciente.
Pacientes com doenças hematológicas
Indivíduos com distúrbios de coagulação sanguínea ou que utilizam anticoagulantes podem estar em risco de hematomas e sangramentos intensos após a harmonização. Nesse caso, uma avaliação médica aprofundada é essencial para determinar a viabilidade do procedimento.
Considerações finais
A harmonização facial oferece uma série de benefícios, mas a segurança deve ser priorizada acima de tudo. A consulta com um profissional qualificado e a realização de uma avaliação criteriosa são passos essenciais antes de se decidir por qualquer procedimento. Conhecer quem não pode fazer harmonização é fundamental para evitar complicações e garantir que o processo seja seguro e efetivo. Em caso de dúvidas, é sempre recomendado buscar um especialista que possa fornecer informações completas e esclarecer as melhores opções para cada perfil.
O Que é a Harmonização Facial?
A harmonização facial é um conjunto de procedimentos estéticos que visam melhorar a simetria e a proporção do rosto. Isso pode incluir técnicas como preenchimento facial, bótox e lipo de papada. Embora esses tratamentos sejam oferecidos a uma ampla variedade de pacientes, existem algumas restrições sobre quem pode se submeter a esses procedimentos.
Condições Médicas Preexistentes
Pessoas que sofrem de determinadas condições médicas podem não ser candidatas adequadas para a harmonização facial. Isso inclui doenças autoimunes, problemas de coagulação, e doenças neuromusculares. É essencial que um médico avalie a história clínica do paciente para garantir a segurança dos procedimentos.
Idade Mínima e Máxima
A idade é um fator importante a ser considerado. Geralmente, muitos profissionais de estética recomendam que os pacientes sejam, no mínimo, maiores de 18 anos para se submeter à harmonização facial. Além disso, indivíduos com mais de 65 anos podem enfrentar riscos adicionais e, portanto, devem passar por uma avaliação mais rigorosa antes de decidir.
Gravidez e Amamentação
Gestantes e lactantes devem evitar a harmonização facial devido ao desconhecimento sobre os efeitos que os produtos utilizados podem ter sobre o feto ou o recém-nascido. Curso de Harmonização Íntima deve ser a prioridade, e é aconselhável que essas pacientes aguardem até que tenham completado a amamentação para considerar esses procedimentos.
Expectativas Irrealistas
Pacientes com expectativas irreais sobre os resultados da harmonização facial também podem não ser ideais para os tratamentos. É crucial que o profissional estabeleça uma comunicação clara com o paciente, explicando o que é possível alcançar e o que não é, para evitar frustrações futuras.
Uso de Medicamentos Anticoagulantes
Aqueles que utilizam medicamentos anticoagulantes devem ter cuidado ao considerar a harmonização facial. Esses medicamentos aumentam o risco de sangramento e complicações durante e após os procedimentos estéticos. É fundamental que a equipe médica seja informada sobre qualquer medicação em uso para planejar a abordagem mais segura.
A Importância da Avaliação Profissional
Antes de decidir por qualquer procedimento de harmonização facial, é imprescindível realizar uma avaliação profissional. Um especialista qualificado poderá identificar contraindicações e oferecer alternativas, além de guiar o paciente para que suas escolhas sejam baseadas em informações precisas e seguras. É fundamental garantir que o objetivo final seja a segurança e a satisfação do paciente.